Um deles é começar a vaguear pelas ruas em busca daqueles pequenos cantos onde me posso encolher sobre mim mesmo, onde posso ficar entregue à minha própria divagação durante horas.
Sim, há pensamentos que se desenvolvem melhor andando de um lado para o outro, mas apesar de aquecer todo o corpo e a mente, também esta se cansa e precisa de uma bela chávena de café e um pouco de descanso para poder meter tudo no lugar.
Em Lisboa tenho o café Vertigo entre o Carmo e a Trindade e o jardim do Torel, e mais um punhado de locais assinalados num mapa mental que guardo num canto priveligiado da minha memória; em Buenos Aires também teria que arranjar semelhantes locais onde me poderia entregar a qualquer spleen já tão habitual.
E assim gostaria de vos deixar alguns desses locais:
Onde passo uns minutos a ver livros , umas horas sentado, e à saida meto-me com uma das empregadas, o café/livraria "Boutique del livro"

E quando a "Boutique del libro" está cheia, caminho mais umas quadras até à esquina da calle Uriarte e Honduras, e entro no sempre calmo, e de luz vermelha sempre acessa, "Café Finisterra"

À hora de almoço nos (poucos) dias em que vou até à faculdade, já tenho um sítio onde não preciso de dizer o que vou almoçar - já tenho direito a dizer "lo mismo de siempre!". Muito sinceramente não sei o nome do local, mas costumo chamar a aquilo "A tasca do Careca", penso que é escusado dizer o motivo...

Algumas vezes à noite, outras vezes ao almoço, caminho umas quadras aqui no bairro de Palermo e vou até ao cruzamento da calle Jorge Luis Borges com Guatemala até um velho "tasco", supostamente bem conhecido. Já tem quase 100anos de existência, sendo que no início era apenas uma mercearia e agora...evoluiu para um estranho bicho hibrido que é um tasco/restaurante com produtos de mercearia nas paredes. Terei que dizer que a foto não faz juz ao local...

E brevemente...fotos de outros locais...talvez só daqui a mais uns 2meses ahaha

Sem comentários:
Enviar um comentário